Ás vezes eu tenho vontade de gritar, explodir. De ir lá e falar pra ele: voce foi um bosta, um covarde. Não lutou por nós, por nada.. Mas a realidade bate na bunda e eu venho fazer o que eu mais gosto: escrever. As palavras me ajudam a expressar tudo que não consigo falar. É como a letra de uma música, embalada pela melodia, o conjunto te faz sentir tudo aquilo que ações não fazem. Clarice Lispector disse ”A palavra é o meu domínio sobre o mundo” e eu concordo plenamente; tudo que eu tenho agora é isso aqui, meus pensamentos, transformados em frases um tanto quanto toscas e sem sentido. Mas é tudo o que eu tenho, tudo que me faz bem, já que ele obviamente não faz. É como se fosse uma corrida interminável, eu corro, corro, corro e nunca chego no fim, esse processo nunca acaba. E dói, como dói. Mas decidi que vou ser forte, vou ser forte por mim e por todas as pessoas que me fazem bem, que merecem me ver feliz, alegre e completa. Hoje decidi sim, ser mais eu, ser mais escritora, jornalista, ser mais fã de música, mais vibrante, mais colorida (mas Deus sabe que eu gosto de um preto), brincar mais, rir mais, abraçar mais. Viver mais. Tenho que aprender que a vida não para só porque meu coração o faz.
is even more fun than going to San Sebastian, Irún, Hendaye, Biarritz, Bayonne or being sick to my stomach on the Travesera de Gracia in Barcelona partly because in your orange shirt you look like a better happier St. Sebastian partly because of my love for you, partly because of your love for yoghurt partly because of the fluorescent orange tulips around the birches partly because of the secrecy our smiles take on before people and statuary it is hard to believe when I’m with you that there can be anything as still as solemn as unpleasantly definitive as statuary when right in front of it in the warm New York 4 o’clock light we are drifting back and forth between each other like a tree breathing through its spectacles
and the portrait show seems to have no faces in it at all, just paint you suddenly wonder why in the world anyone ever did them
I look at you and I would rather look at you than all the portraits in the world except possibly for the Polish Rider occasionally and anyway it’s in the Frick which thank heavens you haven’t gone to yet so we can go together the first time and the fact that you move so beautifully more or less takes care of Futurism just as at home I never think of the Nude Descending a Staircase or at a rehearsal a single drawing of Leonardo or Michelangelo that used to wow me and what good does all the research of the Impressionists do them when they never got the right person to stand near the tree when the sun sank or for that matter Marino Marini when he didn’t pick the rider as carefully as the horse
it seems they were all cheated of some marvelous experience which is not going to go wasted on me which is why I am telling you about it.
…How can you look at me as if i was just another of your deals? When you can fall for chains of silver, you can fall for chains of gold. You can fall for pretty strangers and the promises they hold…
Hoje ta doendo, ta doendo mais do que o normal, ta doendo bem lá dentro. E a saudade ta batendo na porta, insistindo pra entrar, pedindo pra pegar na minha mão e pra depois soltar novamente.. Me deixa, me deixa em paz, sozinha, eu não te quero mais, não quero esse amor, essa dor latente que parece um relógio, que pulsa e pulsa dentro de mim e não para nunca, não da descanso, não me deixa respirar, que sufoca, machuca e me impede de seguir em frente. Hoje, especial e particularmente hoje eu não quero seguir em frente, estou sem forças pra seguir em frente, eu o faço todos os dias e agora cansei, hoje eu cansei, quem sabe amanhã continue. Só sei que hoje vou entender meu coração, hoje vou esqueçer de deixar pra lá, vou encarar de frente esse sentimento, não vou fingir que a saudade não existe, que o amor não exite, nem o ciúme, nem a mágoa, nem nada.
Estava aqui tentando escrever uma matéria sobre um avião imaginário que caiu em guarulhos pra um trabalho da faculdade, mas tudo que passava pela minha cabeça era:Tenho que mudar alguma coisa, mudar o cabelo, mudar de roupa, mudar a atitude, mudar esse amor moribundo dentro desse coração doído. Ás vezes eu juro que enjoo de mim, dessa ladainha melodramática, então vamos mudar, vamos mudar pro simples, o prático, ser aquela pessoa sem fronteiras, que não vê barreiras, só horizontes. Ser mulher é um saco, somos sempre as mais frágeis, a boneca de porcelana da casa da sua avó. Não sou e não vou encarnar uma daquelas personagens de filmes românticos que só sabem sofrer. Por fim vai garota, vai pra balada, vai vadiar.. quem não quer ser vadia por um dia? colocar o batom vermelho da tua mãe e sair por aí fingindo que não ta nem aí pra nada? Vai menina, se torna mulher, beija um cara de 30 anos, não de 15, faz o que quiser, vai dançar, ler um livro, fazer trabalho voluntário na Etiópia, vai ser você mesma, por inteiro, não dividida/definida/definhada por um homem.
“Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o clássico eu-te-avisei. É que, em geral, eu tenho razão. Essa é a primeira –e mais importante – coisa que você precisa aprender a meu respeito. (…) Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio para disfarçar desconfortos. Se eu não gosto de você é bem provável que você tenha medo do meu olhar. E eu posso simplesmente não gostar de você de graça. Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.”